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Pedagogia da Roda

A Pedagogia da Roda privilegia o diálogo e a não-exclusão. A matéria-prima de todo o processo de aprendizagem são as pessoas – seus saberes, fazeres e quereres – pois educação é algo que só acontece no plural. Cada um é sujeito da aprendizagem com suas diferenças e experiências de vida, contribuindo com sua formação e a dos demais componentes da roda, em um espaço horizontal e igualitário. A Pedagogia da Roda ensina que “um ponto de vista é a vista a partir de um ponto.” Por isso, cada pessoa é única, porque do lugar e da experiência que ela ocupa, seu olhar, visão e perspectiva são também únicos, e aprender a olhar o mundo pelo olhar dos outros, melhora o nosso próprio olhar. Na roda, educadores e educandos são aprendizes permanentes, fortalecendo as identidades culturais locais, o que se converte em mais solidariedade e espírito comunitário.

Pedagogia do Sabão

A Pedagogia do Sabão é resultante do “aprender fazendo”, partindo do “inconsciente coletivo” das pessoas, recuperando práticas tradicionais e incorporando novos valores. Busca a sustentabilidade, o desenvolvimento integral e a formação solidária das pessoas envolvidas. Utiliza os saberes e fazeres culturais dos participantes como matéria-prima de ações pedagógicas, trabalhando com soluções e alternativas que integram satisfação econômica, valores humanos e culturais, compromisso ambiental e empoderamento comunitário. A lógica da pedagogia do sabão, nada mais é, do que a apropriação e adaptação de tecnologias de baixo custo ou de custo zero, que podem ser replicadas em qualquer comunidade.

Pedagogia do Brinquedo

A Pedagogia do Brinquedo surgiu como resposta à seguinte pergunta: será que as pessoas: crianças, jovens e adultos, podem aprender tudo o que precisam aprender, no seu tempo e no seu ritmo, alegremente? A Pedagogia do Brinquedo respondeu que sim!

Aprender e ensinar brincando traz em si toda a riqueza de possibilidades de relacionamento e companheirismo, socialização e troca de experiências, conhecimento do outro e respeito às diferenças, desejos e visões de mundo, elementos essenciais para construção de uma relação plural entre educadores-educandos, condição básica para existência de uma prática educativa de qualidade e para a descoberta e apropriação do “mundo dos saberes, dos fazeres e dos quereres”: das letras, dos números, das ideias, dos fatos, dos sentimentos, dos valores, da cidadania, dos sonhos.

Pedagogia do Abraço

A Pedagogia do Abraço desenvolve o espírito solidário e afetivo nos grupos sociais, rompendo com a ideologia do autodesprezo que contamina e subjuga, principalmente crianças e idosos discriminados e miserabilizados. A Pedagogia do Abraço tem como premissa o investimento na afetividade – palavras, atitudes, afetos e “cafunés pedagógicos” – fazendo das gentilezas, riqueza. A sua aplicação dentro dos projetos educacionais e comunitários, possibilita a melhoria da comunicação e a inclusão social, estimula a participação, a formação da identidade, o fortalecimento da autoestima, reduz as diversas formas de violência, favorece a integração da equipe, a idealização de espaço solidário, a relação de iguais entre pessoas diferentes. Facilita a organização do trabalho e todo o processo de aprendizagem.

Pedagogia do Copo Cheio

O IDH – Índice de Desenvolvimento Humano mede as carências, o lado vazio do copo. Por isso, O CPCD optou por trabalhar, estrategicamente, com o IPDH – “Índice de Potencial de Desenvolvimento Humano”- que mede as fortalezas, o lado cheio do copo, que é formado pela capacidade de Acolhimento, de Convivência, de Aprendizagem e de Oportunidade de uma comunidade. As iniciais dessas palavras formam a palavra AÇÃO, expressão e palavra-síntese do trabalho a ser desenvolvido. Olhar a comunidade não por suas carências, mas pela sua potencialidade, é construir um novo paradigma, um novo jeito de olhar, pensar e atuar.

Plano de Trabalho e Avaliação - PTA

Trata-se de um sistema lógico e concatenado de procedimentos que (1) transforma os objetivos (de verbos no infinitivo) em objetos (substantivos palpáveis-e-concretos); (2) disseca os objetos em suas dimensões e elementos constituintes; (3) formula perguntas importantes em função de cada dimensão; (4) elenca todas das atividades, técnicas dinâmicas e instrumentos de ação em função das perguntas; (5) define todos os micro-indicadores de processos, de impactos e de resultados mensuráveis, presentes nas ações; (6) define os diversos públicos – alvos e protagonistas – do projeto; (7) faz a previsão de tempo, duração e responsabilidades.

Se caminha na lógica (de 1, 2, 3… até 7), temos um plano de trabalho. Ao percorrer este caminho na lógica do (7, 6, 5… para 1), é construído um plano de avaliação. Como uma via de mão dupla, o PTA trabalha e avalia o alcance do objetivo sem perda do foco ou desvio dos caminhos de um projeto.

Maneiras Diferentes e Inovadoras de… – MDIs

É um jogo dinâmico e lúdico que se transforma em instrumento de planejamento ao estimular a criatividade e a inovação. As MDIs têm como base a provocação, o estímulo e o fazer pensar “fora da caixa”, longe dos modelos já prontos e das soluções pré-estabelecidas. Encontrar caminhos novos para velhos e permanentes problemas é o desafio.

MPRA – Monitoramento de Processos E Resultados

Esta tecnologia surgiu também como necessidade da equipe do CPCD em acompanhar o desenvolvimento dos seus projetos, como um “plano de voo” que precisa ser monitorado permanentemente, visando a possibilidade de “correções de rumo” necessárias e a mitigação dos processos e impactos negativos.

Para tal, formulamos 10 perguntas que são feitas mensalmente para todos os envolvidos no projeto:

– Quantos iniciaram a atividade ou o projeto? Quantos concluíram?

– Quanto tempo gastamos para realizar a atividade ou o módulo previsto? Foi suficiente?

– Quantos produtos ou materiais de apoio ou de aprendizagem foram criados? Eles atendem aos objetivos do projeto?

– O que foi feito que evidencie ou garanta que atingimos os objetivos propostos?

– Como as atividades foram realizadas: foram lúdicas? Inovadoras? Educativas?

– O que pode ser sistematizado? É possível construir uma “teoria do conhecimento” já?

– O que necessita ser ainda praticado para alcançar os objetivos propostos?

– Se o projeto encerrasse hoje, ele estaria longe ou perto dos objetivos propostos?

– Há necessidade de “correções de rumo” nas atividades? Na metodologia?

– O nosso prazer, alegria e vontade em relação ao projeto: Aumentaram? Diminuíram? Por quê?

Indicadores de Qualidade de Projetos Sociais – IQPs

Construído, inicialmente, para responder às necessidades internas da equipe do CPCD, que queria aferir o grau de qualidade de seus projetos sociais, este instrumento tornou-se uma tecnologia reaplicável, pois reúne índices de avaliação de qualidade para qualquer projeto educacional ou social, capaz de qualificar e quantificar indicadores de qualidade de projetos (IQPs) a partir dos 13 macro-indicadores:

  1. Apropriação = Equilíbrio entre o desejado e o alcançado.
  2. Coerência = Relação entre teoria e prática.
  3. Cooperação = Espírito de equipe e solidariedade.
  4. Compaixão = oposto à indiferença; disponibilidade para o auxílio, altruísmo, a ternura e a solidariedade
  5. Criatividade = Inovação, animação e recriação.
  6. Dinamismo = Capacidade de autotransformação segundo as necessidades.
  7. Eficiência = Identidade entre o fim e a necessidade.
  8. Estética = Referência de beleza e gosto apurado.
  9. Felicidade = Sentir-se bem com o que temos e somos.
  10. Harmonia = Respeito mútuo.
  11. Oportunidade = Possibilidade de opção.
  12. Protagonismo = Participação nas decisões fundamentais.
  13. Transformação = Passagem de um estado para outro melhor.

Paulo FreirE

Não existe CPCD sem Paulo Freire. Sua obra e sua prática são absolutamente fundamentais para as ideias e para tudo o que é feito no CPCD. O que se diz aqui é que é preciso “paulofreirar”, e que só é possível no presente do indicativo. 

A educação em Paulo Freire é sempre no plural, não é apenas geradora de competências individuais mas no sentido de transformação do bem comum. É inclusiva e constrói uma lógica de levar as pessoas ao “inédito viável”, ou seja, às transformações que o mundo precisa no sentido da igualdade e da justiça social. 

Paulo Freire propõe um processo contínuo de ação-reflexão-ação, saindo da pedagogia do oprimido, passando pela pedagogia da esperança e chegando à pedagogia da autonomia. Uma busca de melhoramento de seres humanos. 

Educação Popular

Outro conceito central para o CPCD é a Educação Popular, que significa uma educação para todos e construída por todos. 

“A Educação Popular foi concebida, elaborada e constituída, ao longo da história, por meio da ação-reflexão-ação. Não foi uma teoria que criou a prática, nem a prática que criou uma teoria. Ambas, na vivência educativa, foram determinantes para a concretização de uma práxis pedagógica. Essa práxis, originada do povo e para o povo, nasceu nos movimentos sociais populares e, por sua vez, ocupou os espaços institucionais. Nesse sentido, entendemos a Educação Popular como uma concepção geral da educação, e não simplesmente, como educação das populações empobrecidas ou ‘educação não formal’. Educação Popular é educação para todos.” (Caderno de Educação Popular e Direitos Humanos, Prefeitura de São Paulo, Universidade de São Paulo, 2012)

Carta da Terra

A Carta da Terra é um documento fundamental, que reúne princípios de vida que pessoas, organizações e governos devem seguir para que a gente viva com mais qualidade e de forma mais harmoniosa com a natureza. Foi escrita por pessoas do mundo inteiro, de culturas completamente diferentes, que se juntaram repetidas vezes para conversar sobre justiça, paz e modos mais sustentáveis de vida e de pensamento.  Foram necessários 10 anos de muito diálogo para chegar ao documento final, que foi concluído e lançado em 2000. São ao todo 16 artigos, reunidos sob 4 grandes temas universais: respeitar e cuidar da comunidade da vida; integridade ecológica;  justiça social e econômica e; democracia, não-violência e paz.

Conheça o texto na íntegra aqui.

Laudato Si

A Encíclica do Papa Francisco também inspira e nos oferece bases filosóficas e conceituais, que norteiam nossa atuação. Publicada em maio de 2015, o texto trata do cuidado com o meio ambiente e com todas as pessoas. Seu subtítulo é “Sobre o Cuidado da Casa Comum”. Esse documento traz uma proposta para discutir uma Nova Economia, ou Economia de Francisco, para discutir novas bases para as relações econômicas no mundo e também uma Nova Educação, que pensem a humanidade no sentido de compartilhar e gerar justiça social a partir da riqueza que o mundo acumulou. A convocatória é baseada no provérbio africano “para educar uma criança é preciso toda uma aldeia.”

Ecossistemas de Aprendizagem

Mais recentemente, o CPCD se identificou e adotou o conceito de Ecossistemas de Aprendizagem, que vem sendo trabalhado, entre outros pensadores e organizações, pela Plataforma WISE  da Qatar Foundation. 

“Ecossistema de Aprendizagem é uma rede de pessoas conectadas por meio de seus relacionamentos e tecnologias, recursos, habilidades e ferramentas compartilhadas, que trabalham juntas para co-criar e testar soluções para aprimorar e avançar o aprendizado em sua comunidade.”

Um ponto importante deste conceito é a falta de hierarquia entre as fontes de conhecimento, ou entre as pessoas que detém conhecimento. Para o CPCD, os saberes estão em todos os lugares, e ainda, mais do que rede, a aprendizagem pressupõe plataformas de pessoas e organizações, que se diferem das redes porque têm uma causa central que agrega e engaja seus integrantes.

Pela leitura institucional, este conceito vai além do de cidade educadora, que é a que reconhece, exercita e desenvolve, além de suas funções tradicionais (econômica, política e prestação de serviços) uma função educadora, assumindo a intencionalidade e a responsabilidade de formação, promoção e desenvolvimento de todos seus habitantes.

Permacultura

Permacultura quer dizer cultura permanente. É um jeito de pensar e agir, trabalhar e produzir a partir de três princípios: o cuidado com a terra, o cuidado com as pessoas e o compartilhamento do excedente. Tudo tem que ter, no mínimo, duas funções. 

Quando se segue os princípios da permacultura para organizar as atividades em um lugar, é feito um desenho para utilizar o espaço da melhor maneira, facilitar o trabalho humano, aproveitar ao máximo as fontes de energia. A ideia é que tudo esteja conectado para que não falte nada e nem haja lixo. A permacultura pressupõe a observação da natureza para seguir seus ensinamentos. 

Livretos

Tecnologias: Vale Água, Vale Vida

Cisternas - Tecnologias de Cuidado e Tratamento da Água

Banheiro Seco

Projeto Casa Saudável

Edição Águas

Tecnologias do Sítio Maravilha

Sítio Maravilha

Sítio Maravilha

Folclore - Roteiro de Pesquisa

Artigos

"Cultura: matéria-prima de Educação e de Desenvolvimento“

“Artesão: sujeito e objeto de seu trabalho”

“Rua que te quero criança”

“Violência doméstica contra crianças e adolescentes“

“Uma história e muitas vidas” (Tia Rainha)

“A função do educador“

“Você é um educador“

“Pequenas pílulas”

“De uma aldeia moçambicana (1990) para a aldeia global (2020)”

– “O Fazer Popular no Sertão Mineiro” 
– “Guia de Festas Populares Brasileiras” 
– “O Vale Sagrado do Peruaçu” 

Livros

“O Caminho das Pérolas – novas formas de cuidar em saúde”

Publicado pelo Programa Viva Vida/Maranhão (2002)

“Sabores & Cores das Minas Gerais”

SENAC / Nacional (1998)

Folclore - Roteiro de Pesquisa

Publicado pela SEC-MG (1979), SENAC (80), SESI (1987), SESC (96) e CPCD (2010)

“Afinal, o que é ser mineiro?“

Publicado pelo SESC/MG (1996)

Vídeos

Reportagens

“Aprovados com Louvor”

Estado de Minas – 2014

“Para educar uma criança“

A vida é uma viagem –  2011

“Educação vs Escolarização”

Revista Escada – 2011

“Mineiros de ouro“

Estado de Minas – 2010

“Educar brincando“

Revista Sustenta – 2009

“Aula de cafuné“

Vida Simples – 2008

“Eleger causas, zerar déficits“

Revista Maranhão – 2008

“Nossa escola está cheirando a mofo“

Revista Caros Amigos – 2008

“Empreendedor Social“

Folha de São Paulo – 2007

“Entrevista para o Menino“